Relicário Psicologia by Adriana Ogawa
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Terapia de Casal

Qual é o momento certo de procurar terapia de casal?

Não é preciso esperar que a relação chegue ao limite. A terapia de casal também pode ser procurada quando os conflitos começam a se repetir, a conexão diminui ou o casal percebe que já não consegue encontrar, sozinho, novas formas de se relacionar.

Por Adriana Ogawa, CRP 18/915 · · 5 min de leitura

Muitos casais procuram terapia depois de um período significativo de desgaste. Discussões se repetem, algumas conversas passam a ser evitadas, mágoas se acumulam e, pouco a pouco, cada um pode começar a construir uma compreensão diferente sobre o que está acontecendo na relação.

Mas não existe um único “momento certo” para procurar terapia de casal.

O acompanhamento pode acontecer diante de uma crise, mas também quando o casal percebe mudanças na comunicação, na intimidade, na confiança ou na maneira como tem conseguido lidar com suas diferenças.

Buscar ajuda antes que o sofrimento se intensifique pode abrir espaço para compreender o que está acontecendo entre os dois e cuidar da relação.

Quando pode ser importante procurar terapia de casal?

Algumas situações merecem atenção:

  • As discussões parecem seguir sempre o mesmo caminho, mesmo quando os assuntos são diferentes.
  • Conversas importantes passaram a ser evitadas por receio de novas discussões.
  • A relação tem ficado concentrada nas tarefas, nos filhos e nas responsabilidades, com pouco espaço para o casal.
  • Um ou ambos sentem que não são ouvidos, compreendidos ou acolhidos.
  • A proximidade emocional ou a intimidade diminuíram.
  • Mágoas e ressentimentos reaparecem constantemente durante os conflitos.
  • Houve uma quebra de confiança que ainda repercute na relação.
  • Um busca proximidade enquanto o outro se afasta, criando um ciclo que parece difícil de interromper.
  • O casal percebe que ainda existe vínculo, mas já não sabe como se aproximar.

A psicoterapia de casal oferece um espaço para compreender a dinâmica construída entre os parceiros, reconhecer padrões de interação e acessar emoções e necessidades que muitas vezes ficam escondidas por trás das discussões.

O terapeuta não está ali para decidir quem tem razão, escolher um lado ou determinar se o casal deve permanecer junto.

O processo busca favorecer maior compreensão sobre a relação e construir possibilidades para que o casal possa se posicionar e fazer escolhas de maneira mais consciente.

Para alguns casais, esse caminho pode favorecer a reconstrução da proximidade, da confiança e da conexão emocional. Para outros, pode ajudar a compreender os limites da relação e a tomar decisões importantes sobre sua continuidade.

A terapia, portanto, não determina o destino do casal; oferece condições para que a relação possa ser compreendida e cuidada.

O que acontece nas sessões?

Nas sessões, procuramos compreender não apenas sobre o que o casal briga, mas principalmente o que acontece entre os dois quando o conflito aparece.

Às vezes, um parceiro cobra porque deseja se sentir mais próximo, enquanto o outro se afasta para se proteger da sensação de crítica ou de não conseguir corresponder. Quanto mais um busca, mais o outro se fecha; quanto mais o outro se fecha, mais intensa pode se tornar a busca.

Aos poucos, o problema deixa de ser visto como pertencente a um ou ao outro e passa a ser compreendido como um ciclo relacional no qual ambos acabam envolvidos.

Também há espaço para acessar emoções, vulnerabilidades, necessidades e experiências que nem sempre conseguem ser expressas no cotidiano.

Compreender esse ciclo pode favorecer novas formas de comunicação, maior segurança emocional e possibilidades diferentes de aproximação.

Então, quando procurar?

Não existe uma regra que determine quando um casal “precisa” iniciar terapia.

Mas, se vocês percebem que estão presos às mesmas discussões, que a distância emocional aumentou ou que tentam resolver determinadas questões e acabam sempre retornando ao mesmo lugar, talvez seja um momento de olhar com mais cuidado para o que está acontecendo entre vocês.

A terapia de casal não precisa começar apenas quando tudo parece estar se desfazendo. Ela também pode ser um espaço para cuidar de uma relação que continua importante para os dois.

Sobre a autora

Adriana Amélia Trindade dos Santos Ogawa

Psicóloga | CRP 18/915

Especialista em Terapia Sistêmica Individual, de Casal e Família, com mais de 20 anos de atuação clínica. Atendimento a adolescentes, adultos, casais e famílias, presencialmente em Rondonópolis/MT e on-line no Brasil e no exterior.

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